O “Show”

Numa exibição de galifões e pessoas exóticas, que mais parecem uma manada desgovernada, todos se julgam os chefes da festa. Com barulho e presunção, tomam decisões que ninguém pediu. No fim, tudo se transforma numa confusão, sem conclusão. E quem convidou esses bichos? Bem, não fui eu!

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Por baixo di a porta hai luz

No coração do Alentejo, ecos de trabalho e vida entrelaçam-se numa sinfonia única. As enxadas batem na terra, corações a pulsar juntos, enquanto homens, mulheres e crianças tecem uma vibrante tapeçaria de sons. Mesmo ao entardecer, a natureza revela a sua beleza, despertando uma intensa ligação a este lugar único.

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Maud’Adib

Maud’Adib, um jovem sonhador, parte em busca das suas origens, enfrentando as terríveis condições do deserto. Ao desmaiar de fraqueza, é acolhido por uma caravana e acorda diante do Califa do Magreb. Revela ser o escolhido, conhecido como “o filho do Sol”, destinado a governar e a unir o seu povo.

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Paráfrase

A evolução requer expansão em múltiplas direcções e não se resume a acumular mais, mas sim a buscar o essencial. Assim, nada é acidental, pois tudo é uma paráfrase, e a origem de tudo permanece desconhecida. A continuidade é um aspecto fundamental da evolução.

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Eis a questão

Uma conversa com um amigo levou a uma reflexão sobre como vemos a música. Há uma grande diferença entre “pensar a música”, que é mais teórica e desprovida de emoção, e “pensar na música”, que toca as nossas memórias e sentimentos. Cada um tem as suas memórias, que são únicas e pessoais.

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A colcheia que não coxeia

A notação musical? Apenas um código, uma ilusão que mal toca a superfície da arte sonora. A verdadeira magia está nas interpretações que quebram as regras da precisão. Por quê então nos preocuparmos com os detalhes técnicos? A essência da música perde-se aí.

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Acerca das Nuvens

O autor recorda dias de chuva incessante e invernos duros, com cheias que isolavam a casa. O frio e o rugido do rio traziam um conforto estranho. As memórias, difusas como neblina, mantêm um brilho sereno, como se o tempo nelas tivesse pousado devagar.

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AINULINDALË a música dos Ainur

Havia Eru, o Único, que em Arda se chama Ilúvatar; ele fez primeiro os Ainur, os Sagrados, que eram filhos do seu pensamento e que estiveram com ele antes de alguma coisa mais ser feita. E falava-lhes, propondo-lhes temas de música; e eles cantavam perante ele, que ficava satisfeito. Mas, durante muito tempo, cantavam só um de cada vez, ou pouco juntos, enquanto os restantes escutavam, pois cada um compreendia apenas aquela parte da mente de Ilúvatar donde proviera e só lentamente ia compreendendo os seus irmãos. No entanto, todas as vezes que escutavam, adquiriam uma compreensão mais profunda, e a sua unissonância e harmonia aumentavam. E veio a acontecer que Ilúvatar reuniu todos os Ainur e lhes comunicou um tema portentoso, mostrando-lhes coisas maiores e mais maravilhosas do que até então lhes revelara; e a gloria do seu começo e o esplendor do seu fim de tal modo maravilharam os Ainur que eles se curvaram diante de Ilúvatar e ficaram silenciosos. Então, Ilúvatar disse-lhes: “Do tema que vos anunciei quero agora que façais juntos, em harmonia, uma grande música. E, como acendi em vós a chama imperecível, demonstrareis os vossos poderes no adorno deste tema, cada um com os seus próprios pensamentos e engenho, se assim quiser. Mas eu ficarei sentado e escutarei e feliz me sentirei por, através de vós, grande beleza ter despertado num canto.”

J.R.R. Tolkien