Galifões e outros bichos,
muitos para encher chouriços,
fazem fila à entrada.

Alguns não, vêm na confusão,
mas todos de faca afiada,
e prontos para a debandada.

Podiam ser uma manada,
se não fossem tão espartanos, ou,
seres humanos.

Agora que olho bem,
são todos bichos, galifões, “à la carte”,
senhores e senhoras da décima arte.

São todos escolhidos a dedo.
Que medo, degredo.
A utilização da suposta situação, social ou material?
Nunca me debrucei sobre tal.

Críticos de eleição, vertiginosa, religiosa,
e ao peito trazem uma rosa,
negra de presunção.

São galifões, gostam de dar sermões,
acham-se uns grandes “mauzões”,
e julgam-se cheios de razões,
para tomar as melhores decisões.

Não ouvem, fazem demasiado barulho,
e no fim de tudo, quando a música chega ao fim,
duplicam o frenesim, e por meio de discussões,
dizem que chegam a conclusões, ah e tal, assim assim!

Acham-se anfitriões, os galifões.
Quem os convidou?
Quem é o responsável?
Eu não sou, só tento ser sociável.

Quanto à decisão tomada,
depois da debandada,
presunção, frenesim, discussão,
aí a coisa descamba.

O veredicto, é o da corda bamba,
a banda ninguém ouviu. 
– Na certa foi por um fio!
Exclamou o primo de um tio.

Galifões, outros bichos,
muitos para encher chouriços,
onde estão as decisões? E as conclusões?
Aquelas que ninguém vos pediu?

Dessas nada, nem um pio.

Lino Guerreiro


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