Não só no ensino geral de música, mas também no ensino da análise e da composição do nível secundário em particular, é frequente utilizar um tipo de repertório que tem por base as obras pertencentes à história da música ocidental erudita, maioritariamente oriundas do período da prática comum. Regra geral, este repertório é designado como o “grande” cânone erudito. Este existe paralelamente no domínio da programação cultural sendo apresentado em inúmeras salas de concerto, e embora não seja necessariamente o mesmo, são muitas as vezes em que na sala de aula se “assiste” ao mesmo repertório. Ainda que se considerassem outros domínios, o mais provável seria o “grande” cânone erudito, estar presente. Em suma, a forma como este repertório é intrínseco aos mais diferentes contextos, faz com que muitas vezes outros repertórios não sejam sequer considerados. No entanto, para o ensino da análise e da composição, esses outros repertórios, nomeados aqui como extracurriculares, podem ter a mesma ou mais validade que o primeiro, dependendo essa validade maioritariamente das competências a lecionar. Por outro lado, é importante considerar que devido às ferramentas tecnológicas disponíveis nos dias de hoje, no que respeita ao consumo de música, tanto o repertório canónico como esses inúmeros outros repertórios, estão disponíveis para a grande maioria dos jovens estudantes de música, e essa diversidade deve ser potenciada, e não ignorada. Neste artigo apresento um conjunto de metodologias e/ou estratégias pedagógicas que visam aproximar o repertório canónico dos mais diversos repertórios do vasto universo que é a música, aproximando consequentemente os próprios currículos da atualidade musical.


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