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Trata-se de uma peça de carácter vigoroso como é próprio do tango em geral. O tema principal está sempre presente ao longo de toda a peça. Após uma pequena introdução, a secção inicial apresenta o tema na sua forma menos vigorosa, logo seguida de uma segunda apresentação em contraponto. Na secção central o tema é tratado sobre um ponto de vista da improvisação. A última secção apresenta o tema, tal como o pensei e escrevi pela primeira vez. Após um corte súbito a peça termina com um gesto singular no discurso.

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This is a piece with vigorous character common in tango. The main theme is always present throughout the piece. After a short introduction, the initial section introduces the theme in less vigorously way, followed by a second presentation in counterpoint. In the central section the theme is handled like a improvisation. The last section presents the theme, in is original form. After a sudden cut the piece ends with a singular gesture on speech.

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A obra nasce de uma ideia inicial de fazer um cânone a três vozes, sobre o intervalo de quarta perfeita, contrariando a relação entre o intervalo e o número de vozes.

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The piece starts from an initial idea of a canon in three voices based in a perfect fourth, contradicting the relation between the interval and the number of voices.

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Esta obra surge do convite a mim endereçado pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (GMCL), na pessoa do clarinetista Luís Gomes, sendo dessa forma originalmente escrita para esta formação específica, Flauta, Clarinete, Violino e Violoncelo. O clarinete apresenta-se preponderantemente como solista, embora não totalmente, onde os restantes instrumentos acabam por ser de certa forma contagiados por toda a actividade inerente ao primeiro. A Obra está directamente ligada ao conceito de obra aberta, sendo que várias secções desta permitirem diversas formas de interpretação, e onde parte das decisões são tomadas pelo intérprete. As secções contrastantes são provenientes de uma ideia de instabilidade e inquietude que percorre toda a obra.

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Piece commissioned by the clarinetist Luís Gomes to the “Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (GMCL)”, thereby the piece is originally written for this specific ensemble, Flute, Bb Clarinet, Violin and Cello. The clarinet is presented primarily as a soloist, although not totally, then the other instruments start to be somehow infected by the first. The piece is directly linked to the concept of “open music”, and various sections of this are open to various forms of interpretation, where part of the decisions are taken by the performer. The contrasting sections come from a sense of instability and unease transversal to all piece.

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