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Esta é uma obra que “fala” de uma personagem de nome Maud’Adib, e da sua aventura em terras de mouros e sarracenos, onde é salvo por um Califa que o resgata às portas da morte, levando-o depois para o seu palácio, onde lhe oferece guarida e tudo o mais preciso, até à sua recuperação.

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This piece portrays a story about a man known as Maud’Adib, and his adventure in the land of Moors and Saracens, where he is saved by a Caliph that rescues him from death, leading him to his palace, offering him shelter and everything else needed, until is recovery.

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A concepção desta obra assenta na abordagem à grande diversidade do saxofone, sendo este um instrumento com uma versatilidade bastante alargada. Assim, dessa primeira ideia conceptual, resulta uma obra que comporta diferentes estados e até mesmo diferentes linguagens musicais.

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The conception of this piece is based on the approach to the great diversity of the saxophone, which is an instrument with a very wide versatility. Thus, from this first conceptual idea, results a work that carries different states and even different musical languages.

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Bembe é o nome de um ritmo tradicional africano que tem como base a divisão do compasso 12/8 em três partes iguais, ou seja, como se existisse um compasso 3/4 dentro de um 12/8. Toda a composição partiu deste pressuposto, e ao mesmo tempo que o ritmo e as suas possíveis combinações me fascinavam, as melodias iam surgindo naturalmente. A obra foi composta em menos de uma hora. É dedicada a todos os saxofonistas.

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Bembe is the name of a traditional African rhythm which is based on the division of a 12/8 time signature into three equal parts, ie, as if there is one measure 3/4 within a 12/8. Whole composition came from this assumption, and while the rhythm and their possible combinations fascinated me, the melodies were emerging naturally. The work was composed in less than an hour. It is dedicated to all saxophonists.

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Trata-se de uma peça de carácter vigoroso como é próprio do tango em geral. O tema principal está sempre presente ao longo de toda a peça. Após uma pequena introdução, a secção inicial apresenta o tema na sua forma menos vigorosa, logo seguida de uma segunda apresentação em contraponto. Na secção central o tema é tratado sobre um ponto de vista da improvisação. A última secção apresenta o tema, tal como o pensei e escrevi pela primeira vez. Após um corte súbito a peça termina com um gesto singular no discurso.

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This is a piece with vigorous character common in tango. The main theme is always present throughout the piece. After a short introduction, the initial section introduces the theme in less vigorously way, followed by a second presentation in counterpoint. In the central section the theme is handled like a improvisation. The last section presents the theme, in is original form. After a sudden cut the piece ends with a singular gesture on speech.

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Quando Erik Satie trabalhava como pianista do Chat Noir, um dos clientes habituais deste cabaré de Montmartre era o famoso humorista Alphonse Allais. Este último, numa das suas apresentações apelidou o primeiro de “Esotérik Satie”, esta alcunha não podia descrever melhor o compositor. Esta obra segue uma linha condutora que “tenta” de certa forma, retratar um pouco o esoterismo próprio de grande parte da música de Erik Satie.

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When Erik Satie was a pianist in Chat Noir, one of the regular clients in this cabaret in Montmartre was the famous humorist Alphonse Allais. Alphonse Allais in one of his performances, dubbed the first, ”Esotérik Satie”, this nickname could not better describe the composer. This piece follows a line that “tries” to show some of the esoteric language present in Erik Satie’s music.