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Esta é uma obra que “fala” de uma personagem de nome Maud’Adib, e da sua aventura em terras de mouros e sarracenos, onde é salvo por um Califa que o resgata às portas da morte, levando-o depois para o seu palácio, onde lhe oferece guarida e tudo o mais preciso, até à sua recuperação.

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This piece portrays a story about a man known as Maud’Adib, and his adventure in the land of Moors and Saracens, where he is saved by a Caliph that rescues him from death, leading him to his palace, offering him shelter and everything else needed, until is recovery.

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Bembe é o nome de um ritmo tradicional africano que tem como base a divisão do compasso 12/8 em três partes iguais, ou seja, como se existisse um compasso 3/4 dentro de um 12/8. Toda a composição partiu deste pressuposto, e ao mesmo tempo que o ritmo e as suas possíveis combinações me fascinavam, as melodias iam surgindo naturalmente. A obra foi composta em menos de uma hora. É dedicada a todos os saxofonistas.

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Bembe is the name of a traditional African rhythm which is based on the division of a 12/8 time signature into three equal parts, ie, as if there is one measure 3/4 within a 12/8. Whole composition came from this assumption, and while the rhythm and their possible combinations fascinated me, the melodies were emerging naturally. The work was composed in less than an hour. It is dedicated to all saxophonists.

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Trata-se de uma peça de carácter vigoroso como é próprio do tango em geral. O tema principal está sempre presente ao longo de toda a peça. Após uma pequena introdução, a secção inicial apresenta o tema na sua forma menos vigorosa, logo seguida de uma segunda apresentação em contraponto. Na secção central o tema é tratado sobre um ponto de vista da improvisação. A última secção apresenta o tema, tal como o pensei e escrevi pela primeira vez. Após um corte súbito a peça termina com um gesto singular no discurso.

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This is a piece with vigorous character common in tango. The main theme is always present throughout the piece. After a short introduction, the initial section introduces the theme in less vigorously way, followed by a second presentation in counterpoint. In the central section the theme is handled like a improvisation. The last section presents the theme, in is original form. After a sudden cut the piece ends with a singular gesture on speech.

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Obra constituída por três andamentos, marcada por diversos acontecimentos à volta de um tema único. “The Beginning” é a introdução do tema principal, num carácter lento e descontraído. O segundo momento da obra , “The Rough” é o verdadeiro primeiro andamento. Assim após se iniciar com características mais rudes, o tema apresentado no início da obra volta a aparecer, mas desta vez numa forma completamente diferente associada à vivacidade e rigidez deste andamento. O segundo andamento inicia-se com “Heterophony” e esta forma de tratar o material, para além de contrastante com a restante obra, dá nome ao andamento. O terceiro andamento “Hoquetus” está escrito num compasso 7/8 com divisão irregular, com o intuito de criar diferentes situações rítmicas e harmónicas que possam eventualmente confundir o ouvinte. No entanto o tema é o original, bastante simples e objectivo, estando este distribuído pelos diversos instrumentos. Embora mais saliente neste andamento, é esta a principal característica que percorre transversalmente toda a obra. É de certa forma, reminescente de uma técnica dos primórdios da polifonia, o hoquetus. O último gesto desta obra é o resumo de toda a vivacidade anterior, uma subida frenética que acaba num fortíssimo que logo de seguida diminui até desaparecer por completo.

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This is a piece in three movements, marked by several events around a single theme. “The Beginning” is the introduction of the main theme, with a slow and relaxed nature. The first movement, “The Rough“, starts with a coarser nature, the main theme presented earlier reappears, but this time in a completely different way associated to the liveliness and stiffness of this movement. The second movement “Heterophony”, starts with this way of treating the material, as well as contrasting with the remaining movements. The third movement “Hoquetus” is written in a 7/8 bar with irregular divisions, in order to create different rhythmic and harmonic results which may confuse the listener. However the theme is the original, very simple and objective, and distributed by all instruments. Although most salient in this movement, is the main idea present in the entire piece, somewhat reminiscent of a early polyphony technique, the hoquetus. The piece finishes with the summary of all previous liveliness, a frantic climb that ends in a very strong moment that decreases until it disappears.

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Quando Erik Satie trabalhava como pianista do Chat Noir, um dos clientes habituais deste cabaré de Montmartre era o famoso humorista Alphonse Allais. Este último, numa das suas apresentações apelidou o primeiro de “Esotérik Satie”, esta alcunha não podia descrever melhor o compositor. Esta obra segue uma linha condutora que “tenta” de certa forma, retratar um pouco o esoterismo próprio de grande parte da música de Erik Satie.

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When Erik Satie was a pianist in Chat Noir, one of the regular clients in this cabaret in Montmartre was the famous humorist Alphonse Allais. Alphonse Allais in one of his performances, dubbed the first, ”Esotérik Satie”, this nickname could not better describe the composer. This piece follows a line that “tries” to show some of the esoteric language present in Erik Satie’s music.