Carolina Deslandes – Por um Triz – Festival da Canção 2021

Mais uma participação do mixEnsemble no tema “Por um Triz” de Carolina Deslandes – Arranjo de Cordas e Orquestração, Lino Guerreiro & Valter Rolo

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Folk Song

(2 flautas, e quarteto de cordas | 2 flutes & string quartet)

linoguerreiro.com

também disponível para/also available to:

  • (2 flautas, e eletrónica | 2 flutes & electronics)

A canção que gerou uma tradição adaptada a uma nova tradição em constante adaptação. Nascida de um sonho, com um shakuhachi possivelmente presente.

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Fernando Tordo – “O possível Natal”

O videoclipe “O possível Natal”, com Valter Rolo a acompanhar ao piano as vozes de Fernando Tordo e Paulo de Carvalho, tem produção e arranjo musical de Valter Rolo e Lino Guerreiro, coro e arranjo vocal de João Castro e Teresa Rico e foi gravado, misturado e masterizado nos Estúdios Saffran por João Portela. A captação, produção e edição vídeo é de Miguel Ferro (Videoplanos).

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Carolina Deslandes – Tempestade

Mais uma participação do mixEnsemble no tema “Tempestade” da Carolina – Arranjo e Orquestração, Lino Guerreiro & Valter Rolo

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Por baixo di a porta hai luz

Ao princípio pareceu-me ser o vento a bater nas canas, ou no alto dos sobreiros, ainda que imagino que deve ser raro, o vento, bem entendido. Mas agora que escuto melhor, parece-me ouvir mais lá ao fundo, as enxadas a bater na terra, para lá do cante, bem ao longe. E o bater dos corações, será? Conseguem ouvir? Esse já me tinha despertado a atenção. Oiço também vozes de homens, seguramente, juntas com as enxadas a bater na terra, e com os corações que não param. E agora que oiço ainda com mais atenção, consigo distinguir também algumas vozes de mulheres, e é engraçado que ao mesmo tempo parece-me ouvir também crianças a brincar. São curiosas estas paisagens do Alentejo, na nossa cabeça, são um sítio ermo e solitário, mas a vida que nelas há, é surpreendente, acreditem em mim. O cante voltou, agora junto com um ritmo que deduzo ser de trabalho. Imagino os corpos suados do calor, agora que também “oiço” este calor intenso e constante. Não deixa de ser curioso que quanto mais tarde fica, e o calor abranda, mais sons despertam a minha atenção. Entretanto já é quase noite, e eu nem dei pelo tempo a passar, enquanto contemplava esta paisagem maravilhosa. Bom, é certo que este cante não me sai da cabeça. Já nem sei muito bem se o estou realmente a ouvir, ou se é a minha imaginação. Gostava que estivessem aqui, e se vocês pudessem ver, tal como eu, iriam certamente perceber o que vos digo. É quase noite cerrada nesta paisagem do Alentejo, mas se olharmos bem, e com atenção, conseguimos ver que Por baixo di a porta hai luz, e é sinal de haver lá gente. É hora de seguir viagem, e sim, os rouxinóis também cantam à noite.”

Lino Guerreiro

Paráfrase

A evolução nunca pode acontecer se apontar sempre no mesmo sentido, necessita de se expandir em todas as direções. Evolução não significa “mais”, aproxima-se do essencial. A evolução é a paráfrase, a continuidade. Nada é por acaso, não existe o original, tudo é uma paráfrase! E nunca saberemos onde, nem como começou!

Lino Guerreiro

Eis a questão

De uma conversa com um amigo, irmão, surge uma reflexão que se prende com as diferentes formas de encarar a música. Para mim é logo na génese da questão que está a diferença. A diferença é entre “pensar a música” e “pensar na música” !! Pensar a música é dissertar, (conceito teórico, desprovido de sentimentos e de emoções). Pensar na música é recordar (capacidade humana, que nos afeta no íntimo, sempre que se manifesta) … depois há um cânone pessoal de recordações, esse é inalterável … mas isso e outra história … fica para depois !

Lino Guerreiro