nimbos

(saxofone soprano e orquestra de cordas | soprano saxophone & string orchestra)

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Dito pelo intérprete a quem se destina, João Pedro Silva, “será aquilo que tiver de ser”, nimbos é efetivamente uma obra que só podia ser assim. Conta uma história (da nossa colaboração continuada), através de uma pequena viagem, que por uma linha ténue nos deixa na dúvida, e que tem como propósito mostrar que não existem respostas certas nem verdades absolutas.

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Agir – MESA PARA DOIS

Participação do mixEnsemble no tema “Mesa Para Dois”, com arranjos de cordas e sopros de Agir, Valter Rolo e Lino Guerreiro

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Bárbara Tinoco & Carolina Deslandes – ESTRELAS

Eis a participação do mixEnsemble no tema “Estrelas” da Bárbara Tinoco – Arranjo e Orquestração, Lino Guerreiro & Valter Rolo

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not quite this!!!

(saxofone soprano, vibrafone e eletrónica | soprano saxophone, vibraphone & electronics)

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Estão a ver? Conseguem ver esta “foto”? Pois, na realidade não é bem isto!!! Obra baseada num conjunto de ideias soltas, que tentam convergir para algo que não tem necessariamente de ser representativo de uma ideia  preestabelecida.

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Mário Pacheco – Strange Times

Mais uma participação do mixEnsemble neste tema maravilhoso “Strange Times” de Mário Pacheco, com produção de Diogo Clemente, arranjos e Orquestração, Lino Guerreiro & Valter Rolo.

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O “Show”

Galifões e outros bichos,
muitos para encher chouriços,
fazem fila à entrada.

Alguns não, vêm na confusão,
mas todos de faca afiada,
e prontos para a debandada.

Podiam ser uma manada,
se não fossem tão espartanos, ou,
seres humanos.

Agora que olho bem,
são todos bichos, galifões, “à la carte”,
senhores e senhoras da décima arte.

São todos escolhidos a dedo.
Que medo, degredo.
A utilização da suposta situação, social ou material?
Nunca me debrucei sobre tal.

Críticos de eleição, vertiginosa, religiosa,
e ao peito trazem uma rosa,
negra de presunção.

São galifões, gostam de dar sermões,
acham-se uns grandes “mauzões”,
e julgam-se cheios de razões,
para tomar as melhores decisões.

Não ouvem, fazem demasiado barulho,
e no fim de tudo, quando a música chega ao fim,
duplicam o frenesim, e por meio de discussões,
dizem que chegam a conclusões, ah e tal, assim assim!

Acham-se anfitriões, os galifões.
Quem os convidou?
Quem é o responsável?
Eu não sou, só tento ser sociável.

Quanto à decisão tomada,
depois da debandada,
presunção, frenesim, discussão,
aí a coisa descamba.

O veredicto, é o da corda bamba,
a banda ninguém ouviu. 
– Na certa foi por um fio!
Exclamou o primo de um tio.

Galifões, outros bichos,
muitos para encher chouriços,
onde estão as decisões? E as conclusões?
Aquelas que ninguém vos pediu?

Dessas nada, nem um pio.

Lino Guerreiro

Acerca da revista Glosas – 10 depoimentos X 10 anos (VI)

Na quinta edição da revista Glosas de Janeiro de 2014, foi publicado um artigo de autor sobre O Saxofone Pedagógico, este é o primeiro manual Português direcionado para o ensino e aprendizagem do saxofone. O Saxofone Pedagógico é um método de saxofone que elaborei em coautoria com o saxofonista João Pedro Silva, concebido na nossa língua materna, e posteriormente traduzido para mais duas línguas, Inglês e Francês. Esta sua característica já a apontar numa perspetiva de diversidade, pluralidade, também se pode encontrar ao longo do método. Essa “consciência da diversidade” apontada como um dos aspetos-chave do método, é para mim e para João Pedro Silva de extrema importância para a arte musical contemporânea.

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A “composição em tempo real” e (um) conceito de “obra aberta”

uma breve reflexão acerca de Prompting Performance: Text, Script and Analisys in Bryn Harrison’s être-temps, de Nicholas Cook.

Lino Guerreiro
linoguerreiro@me.com

No seu artigo Prompting Performance: Text, Script, and Analysis in Bryn Harrison’s être-temps (Cook, 2005), o autor foca entre outras coisas, a forma como a notação rítmica complexa utilizada pelo compositor Bryn Harrison, pode influenciar a performance, salientando ainda que essa interação entre a notação e o intérprete necessita de ser renovada em cada nova apresentação. Cook percorre um caminho baseado em diversa documentação acerca da obra être-temps de Bryn Harrison, e recorre a alguns artigos de sua autoria para contextualizar diversos pontos de vista. No final do artigo ele estabelece uma relação entre a obra de Harrison e a música em geral.

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