Gamala

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A ideia geradora da obra está intrinsecamente ligada aquilo que de certa forma posso ser chamado de uma raga indiana, ou pelo menos de uma derivação de uma raga típica, “gamala taki”. A divisão do compasso com dez colcheias, é constante, enquanto as diferentes divisões dos compassos com sete colcheias respeitam um ciclo pré-determinado. É no âmbito desta complexidade rítmica que foi lançado o desafio ao percussionista Marco Fernandes. A dificuldade rítmica ainda que disfarçada ao ouvinte, é um dos aspetos mais importantes deste concerto de percussão.

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The generating idea of the work is inextricably linked with what may be called an Indian raga, or at least a derivation of a typical raga, “gamala taki”. The measure division with ten eighth notes is constant, while the different divisions of the measures with seven eighth notes respect a predetermined cycle. It is within this rhythmic complexity that the challenge to percussionist Marco Fernandes was launched. The rhythmic difficulty, though disguised to the listener, is one of the most important aspects of this concert for percussion.

Musala

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“Musala”, é uma obra num só andamento, maioritariamente inspirada no folclore oriundo da zona das Balcãs. Faz parte desta uma “Cadenza”, que explora um conceito objetivo de “obra aberta”, onde o interprete deverá criar a sua própria música, indo de encontro ao carácter e estilo da obra. Escrita com o intuito de ser estreada no festival saxoporto 2013, oferecida à Banda Sinfónica Portuguesa (BSP), e dedicada a João Pedro Silva.

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“Musala”, is a work in one movement, mostly inspired by the folklore from Balkans. There is a “Cadenza” which explores a “open music” concept, where the interpreter should create your own music, based in the character and style of the work. This work was written in order to be premiered at the festival saxoporto 2013 offered to Banda Sinfónica Portuguesa (BSP), and dedicated to João Pedro Silva.

Baviera

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Um concerto para um instrumento solo não tem necessariamente de ser focado na execução técnica, de forma a que o intérprete consiga mostrar, através de passagens extraordinariamente “acrobáticas” e de “fogos de artifício” demasiado forçados, que tem porventura, um domínio total do seu instrumento. Um concerto a solo é obviamente muito mais que isso. Este concerto para saxofone alto, “Baviera” assenta nessa ideia inicial de criação, a não utilização dos recursos técnicos, mas sim a exploração dos outros aspetos musicais. A obra apresenta-se num único andamento, onde vários temas vão sendo articulados ao longo do discurso musical. Esses temas nascem de uma ideia conceptual que aponta para a música alemã do período romântico. Existe no entanto um tema singular que serve de elo a toda a estrutura, sendo eventualmente um tema de cariz alemão, mas claramente de outro período da história da música. “Os séculos que separam este tema dos restantes, ecoam nas montanhas da Baviera”. Obra dedicada a João Pedro Silva.

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A concert for a solo instrument is not necessarily focused on the technical issues, so that the interpreter can show through extraordinary “acrobatic” passages and “fireworks“, that he perhaps has a total domain of his instrument. A solo concert is obviously much more than that. This concerto for alto saxophone, “Baviera” is based on this initial idea, do not use the technical resources, and explore other musical aspects. The work is presented in one movement, where several themes are articulated along the musical speech. These themes are based in the german music of the romantic period. There is however a singular theme that serves as a link to the entire structure, from a german nature, but clearly belongs to another period of music history. “The centuries that separate this theme from the others, echo in the mountains of Baviera.” Work dedicated to João Pedro Silva.

Sulime

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Trata-se de um trabalho originado a partir de uma melodia que ao início não tem quaisquer características de marcha, sendo o principal desafio tornar a mesma o mais solene possível, de modo a que seja tratada como tal, uma marcha solene para concerto. Em relação ao título da obra, SULIME é uma tradução élfica, de JRR Tolkien, do termo inglês “march”, de significados “Março” ou “marcha”, tendo em conta que o compositor terminou este trabalho no mês de Março.

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This piece starts from a melody that in first place, did not have any solemn characteristics, the main challenge consist in make the same, as solemn as possible, so that the piece is treated as a solemn concert march. Regarding the title of the work “Súlimë” is a Elvish word from the world of JRR Tolkien, that in English means, March, the month, and also march, from marching. The title is the duality of the two meanings because the composer finished this march in the month of March.