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DoSax é uma obra baseada no livro O SAXOFONE PEDAGÓGICO/THE EDUCATIONAL SAXOPHONE/LE SAXOPHONE PÉDAGOGIQUE, onde através de uma nova abordagem são “citadas” algumas das lições presentes neste livro.

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DoSax is a piece based on the book O SAXOFONE PEDAGÓGICO/THE EDUCATIONAL SAXOPHONE/LE SAXOPHONE PÉDAGOGIQUE, where through a new approach some of the lessons in this book are “quoted”.

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Haxāmaniš foi o rei ancestral, possivelmente mitológico, dos persas, da dinastia aquemênida. Em criança, Haxāmaniš foi alimentado e protegido por uma águia, assim como Gilgamesh rei da Suméria. Muitos estudiosos acreditam que ele era um governante de Parsumash, um estado vassalo de “Medes”, o império mediano, e que foi ele quem liderou o ataque contra o rei assírio Senaqueribe.
Esta obra é inspirada nas minhas leituras acerca deste assunto, na forma como a minha imaginação me fez ouvir alguns dos possíveis “sons”, que nas minhas fantasias fazem parte desta mitologia.

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Haxāmaniš was the ancestral, possibly mythological, of the Persian kings of the Achaemenid dynasty. As a child, Haxāmaniš was fed and protected by an eagle, as well as Gilgamesh king of the of Sumerians. Many scholars believe he was a ruler of Parsumash, a vassal state of “Medes” the median empire, and that he led the attack on the Assyrian king Sennacherib.
This work is inspired by my readings on this subject, in the way my imagination made me hear some of the possible “sounds” that in my fantasies are part of this mythology.

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Trata-se de uma suite baseada em temas tradicionais de diversos países, aqui apresentada mais ou menos ao estilo do concerto grosso, do período barroco. Assim figura o quarteto de clarinetes the concertino, e a orquestra de sopros the ripieno.

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A suite based on traditional themes from various countries, here presented more or less in the style of the concerto grosso, from the baroque period. So appears the clarinet quartet the concertino, and the concert band the ripieno.

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A música do meu país é a que mais “mexe” comigo. Se refletir sobre esta afirmação, dou por mim num estado “criador” completamente indissociável das raízes culturais do meu país. Esse estado leva-me a ter um carinho muito especial por esta obra, que nasceu num gesto impetuoso, que teve a sua origem numa série de temas tradicionais portugueses. Interlace achou-se como o título mais adequado a esta quantidade de relações “artísticas” intemporais, sendo ao mesmo tempo um anagrama de Clarinete, o instrumento em destaque nesta obra.

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The music of my country is very special to me. When I reflect on this statement, I find myself as a “creator” completely inseparable from the cultural roots of my country. This mood leads me to have a very special affection for this work, which was born in a fiery gesture that had its origin in various traditional Portuguese themes. Interlace was found to be the most appropriate title for this amount of timeless “artistic” relations, being at the same time an anagram of Clarinete, the instrument featured in this work.

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Sobre as qualidades e defeitos de todos nós, contam-se histórias de moral. Mas porque o Homem é um ser complicado, inventou-se a fábula, para ilustrar comportamentos que se revelam mais simples se forem protagonizados por personagens animais. Sejamos crianças ou crescidos, todos percebemos o falso desdém da raposa por debaixo de umas uvas deliciosas, as quais deseja mas não alcança. Reconhecemos a imprudência da Doninha que se deixa apanhar gorda na despensa da comida, quando sabia poder fugir se fosse capaz de vencer a gula. Quantas vezes lembramos a constância da tartaruga e o precavido zelo da formiga? São pequenas narrativas como estas que devemos a Esopo, ainda dos tempos da Grécia Antiga, e mais tarde a Jean de La Fontaine, que já no século XVII lhes destinou uma popularidade verdadeiramente universal. (…) sendo esta a minha abordagem musical, que tenciona acima de tudo ser sóbria.

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About the qualities and defects of all of us, we are told stories of morals. But because man is a complicated being, the fable has been invented to illustrate behaviors that are simpler if they are played by animal characters. Let us be children or grown-up, we all perceive the fool’s false disdain beneath some delicious grapes, which he longs for but does not reach. We recognize the recklessness of the Ferret that lets herself get fat in the food pantry, when she knew how to escape if she could overcome gluttony. How many times do we remember the constancy of the tortoise and the zealous care of the ant? They are small narratives like these that we owe to Aesop, still from the times of Ancient Greece, and later to Jean de La Fontaine, who already in the seventeenth century gave them a truly universal popularity. (…) being this my musical approach, which intends above all to be sober.

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(…) e assim numa noite escura e quente, enquanto um desespero se apoderava de mim, enquanto um fado se instalava na promessa de um outro fado cumprir, chegou por fim, como num sopro igualmente quente, veio shaloomoh (…)

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(…) and so on a dark and warm night, while a despair seized me, while a fate settled upon the promise of another fate to fulfill, it came at last, as in an equally warm breath, came shaloomoh (…)