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Era uma vez no ano de 1872 (…) “do Egipto à Índia, e depois para a China, Japão, Estados Unidos, e de volta à Inglaterra, somos levados numa viagem através de vários continentes, em diversos meios de transporte existentes na época – vapores, comboios, carruagens e até mesmo elefantes – numa jornada emocionante que desperta o nosso espírito de aventura e nos leva de volta à infância.“ (…) em mais uma, sempre diferente, “Volta ao Mundo em 80 Dias”. E a música ? como seria ? (…) eu imagino (…

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Once upon a time in 1872 (…) “from Egypt to India, and then to China, Japan, the United States, and back to England, we are taken on a journey through various continents, in various means of transport existing at the time – vapours, trains, carriages and even elephants – on an exciting journey that awakens our spirit of adventure and takes us back to childhood. (…) in one more, always different, “Around the World in Eighty Days”. And the music ? how would it be ? (…) I imagine (…

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Esta obra assenta em dois pressupostos que se tornaram mais intrínsecos nos últimos anos. Em primeiro lugar, a dicotomia que pode ou não ser gerada quando duas divisões rítmicas permanecem juntas, levando um ouvinte a traduzir preferencialmente apenas uma. Esta possibilidade aponta para o segundo pressuposto, que está directamente ligado ao conceito de “obra aberta”, uma obra que pode sempre existir novamente, de uma forma diferente. Há decisões que são exclusivas do intérprete, e há também os solos improvisados (…) a que muitas vezes chamo “composição em tempo real”.

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This piece is based on two assumptions that have become more intrinsic in recent years. Firstly, the dichotomy that may or may not be generated when two rhythmic divisions remain together, leading a listener to translate preferably only one of these. This possibility points to the second presupposition, which is directly linked to the concept of “open music”, a piece that may always exist again, in a different way. There are decisions that are exclusive to the performer, and there are also improvised solos (…) which I often call “real time composition”.

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São sete os pecados capitais e também as virtudes humanas. Foi no sétimo dia que o Criador descansou, talvez ao sétimo dia da semana. O número sete representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e a vontade. O sete simboliza também conclusão cíclica e a renovação. São ainda sete as esferas celestes, e as pétalas de uma rosa. Serão muito mais as sete (…) Serão aqui as sete cores do arco-íris representadas numa abordagem musical peculiar, constituída por sete andamentos em tons distintos.

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There are seven deadly sins and also human virtues. It was on the seventh day that the Creator rested, perhaps in the seventh day of the week. The number seven represents totality, perfection, conscience, intuition, spirituality and will. The seven also symbolizes the cyclical conclusion and renewal. There are still seven celestial spheres, and seven are the petals of a rose. Seven can be much more (…) Here number seven will be the seven colors of the rainbow represented in a peculiar musical approach, consisting of seven movements in distinct tones.

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As pulsares são conhecidas como os “faróis” do universo, são estrelas de neutrões rotativas que emitem de forma regular um feixe concentrado de radiação eletromagnética que só é visível a quem estiver no seu caminho. É nesta ideia de pulsação regular, que assenta a concepção desta obra para quinteto de sopros. Por vezes cinco pulsares em pontos distintos do universo, e outras vezes a convergência para um só ponto de encontro, a Pulsar.

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Pulsars are known as the “beacons” of the universe; they are rotating neutron stars that regularly emit a concentrated beam of electromagnetic radiation that is only visible for those in their path. It is in this idea of regular pulsation, that is based the conception of this piece for woodwind quintet. Sometimes five pulsars at different points in the universe, and sometimes the convergence to a single point, the Pulsar.